segunda-feira, 17 de setembro de 2007

)Entre(

Foi numa de nossas despedidas _ele ia morar em Recife. Os amigos fizeram uma festa e, a certa altura da noite, nós nos afastamos para um canto tranquilo nos fundos da casa.
Não importa o que falamos ou fizemos _clichês e um abraço, se tanto. O que ficou foi aquele lapso de poucos segundos, em que apenas nos olhamos em silêncio.
Quando voltamos, éramos um. E estávamos preparados para o adeus.

6 comentários:

Mariana disse...

Despedidas são sempre marcantes... Gostei do título "visual".
Beijos

Ilis disse...

Sim, são, mas a vida "é a arte do (re)encontro", não é?
;)
Beijo, Mari!

Socorro Acioli disse...

Ilis, a Borboletinha sabe desse informaçao! Eu tive que traduzir a visita guiada em ingles trocando informações do tipo "essa era a cama do Ludovico II" para "essa É a cama da Cinderela".
No final, ela fez a foto clássica perdendo o sapatinho.
Adoro as suas visitas, volte sempre!
Beijos!

Mariana disse...

Embora haja tantos desencontros na vida...
Bjk.

F. S. Júnior disse...

estes momentos que duram pouco, podem ser tão eternos.

Ilis disse...

Oi F.S.Júnior, bem-vindo ao meu cafofo. :)
Teu comentário me lembrou aquela poesia do William Blake:

To see a world in a grain of sand
And heaven in a wild flower,
Hold Infinity in the palm of your hand
And Eternity in an hour.