Por essa constância de sonhos e sentimentos, ela acorda sempre outra: uma nova paixão, uma nova cidade, um novo vício.
Largou o teatro, acende o cigarro: vai ser estilista. Parou de beber.
Aparece ruiva, boêmia, explícita. Renasce tímida, em posição de lótus.
Inútil: acorda sempre dentro de si.
Entranhada no próprio corpo, sob as unhas, dentro do ouvido.
Os mesmos sonhos, o mesmo passado, a mesma vida.
E mesmo a fúria para ser outra pessoa é sempre a mesma velha fúria.
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2 comentários:
opa, essa sou eu? :) essa somos todos nós, pelo menos de vez em quando.
quantos eus dentro de cada um, n'est pas?
bj!
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